Chris Bicalho
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TAG ME, BABE

14 JUL
12:13 PM

TORRE DE BABEL

Alô upper easters, trago surpreendentes notícias de Downtown. Ou você não tinha dúvidas em relação ao novo empreendimento de Donald Trump, o Trump SoHo Hotel? Com os dois pés atrás, e um olhar desconfiado, resolvi descer até a Spring Street e dar uma espiada na torre, erguida (e muito bem localizada) no encontro de TriBeCa, West Village e, claro, SoHo. Bem ali, perto do New Museum.

São 46 andares do mais legítimo Trump way of life: pense grande, pense em apartamentos enormes, camas superking size, piscina e banheiras semiolímpicas, spa, terraço para festas,  bar, restaurante (caríssimo, à moda yuppie) e um lobby palaciano, dramático, com muito muito dourado  – divertido e coerente com o estilo de vida de seu fundador. Acho que Ivana passou por ali…


Alívio imediato é que o décor dos quartos é clean, leve e nada ostensivo – de modo que a vista, sem sombra de dúvidas uma das mais incríveis da cidade (360 graus, sem nenhum outro prédio por perto), preenche o espaço e te faz sentir o puro poder, no topo do mundo, do jeitinho que Mr. Trump gosta!

Inaugurado em abril, o hotel, aos poucos, vai caindo no gosto da turma que não passava da 62 para baixo e, que ótimo, oferecendo para a gente uma nova perspectiva de Manhattan. Afinal de contas, de onde mais teríamos a melhor vista de Uptown?

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Posted by: Chris Bicalho
25 MAI
01:42 PM

COMO UM MUTANTE

Para esse verão, a novidade no Roof Garden do MoMA é uma estrutura de 10 metros montada pelos gêmeos Doug e Mike Starn. Não se trata de uma escultura comum, pois ela vai crescer durante a temporada de exibição, que vai até 31 de outubro. Chamada “Big Bambú – You Can’t, You Don’t and You Won’t Stop”, a obra é feita com cinco mil pedaços de bambu amarrados por cordas de nylon.

É como se você estivesse andando por um labirinto (ou ninho, fica a seu critério) vivo, que deve chegar a 25 metros de altura até o fim da intervenção. A ideia da dupla é representar a energia de um organismo mutante, já que a obra estará sempre incompleta e em crescimento.

Além disso, o visitante tem a chance de, ai, ai, ai, interagir com a coisa – quem quiser escalar é só dar o primeiro passo. Experiência sensorial, saca? Um lembrete: tickets só podem ser comprados no mesmo dia. E na bilheteria do museu. Faz parte da ação.

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Posted by: Chris Bicalho
12 ABR
02:20 AM

SALUT, PIERRE!

Depois do big bang, o grande boom. Livre da crise, Nova York saiu do crash e voltou para o posh, sem ecalas, non stop. Na cidade que se reinventa dia após dia, novos endereços surgem em cada esquina e antigos símbolos renascem com força total – e com um little help from new friends, o muito bem-vindo dinheiro dos países emergentes.

Aconteceu com o Pierre, um dos hotéis mais emblemáticos da big apple comprado e restaurado pelo poderoso grupo Taj, a maior cadeia hoteleira da Índia que pouco a pouco começa a se espalhar pelos principais destinos do mundo. Os marajás já estão em Dubai, Londres, Boston e Sydney e agora entram em Manhattan pela porta da frente, no coração da cidade, no melhor ponto da 5th Avenue com vista mais que integral para o Central Park.

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Posted by: Chris Bicalho
07 ABR
02:28 AM

TRASH CHIC

Ele não é um hotel boutique, até porque seus donos não sabem exatamente o que isso significa. Também não chega a ser um hotel design, já que você não vai encontrar nenhuma saarinen ou outra peça clichê perdida entre o looby e o elevador. Então o que é, em qual categoria se encaixa o Ace Hotel? Difícil dizer, mas garanto que é fácil se apaixonar pelo lugar à primeira vista.

Tem um quê de trash, uma pitada de antique, um certo clima decadente e muita intervenção moderninha. Um mix de estilos, épocas, gostos e gente de todo tipo, de todas as faixas, sociais e etárias. Vai daí que o Ace é o talk of the town de NY, o novo ponto G de midtown Manhattan.

E por quê? Vamos aos fatos: o prédio é de 1904 e está inteiramente revitalizado; o saguão, idem, com fortes inserções de peças do século 21. Os quartos, todos os 260, são decorados de maneira displicente e charmosa, com obras de artistas contemporâneos – todos amigos da jovem trupe que toca o negócio -, grafites, esculturas e um bocado de elementos old fashioned – camas que parecem da sua avó, cômodas da sua tia-avó e banheiros que lembram a fazenda da sua bisavó.

Uma delícia, uma viagem no tempo, de ontem para hoje num espaço que você escolhe o tamanho: tem apartamentos small, medium e large, isso sem falar nas opções extremas: loft e bunk, para bolsos mais sortudos ou bem modestos. Os preços variam e muito, o que torna o Ace ainda mais atrativo. As tarifas, assim como os serviços, podem custar quase nada ou o mesmo de um hotel high-end. Mas a aura familiar é a mesma para todo mundo, afinal conforto e bom gosto é priceless.

E como não bastasse, a localização é a melhor possível: bem ali, perto do Theater District, a poucos blocos da Broadway e do Madison Square Garden, com metrô parando quase na porta, táxis milagrosamente livres rondando a área. Ah, e mais uma informação preciosa: eles aceitam pets! É ou não é o sonho da casa própria no coração de Nova York?

E se você não quiser se hospedar lá, faça como os nova-iorquinos e se debruce sobre o balcão do Breslin Bar (www. thebreslin.com), o dining room do Ace onde à tardinha acontece o happy hour do momento em Manhattan, que se prolonga noite adentro com DJ e ótimo som. Palmas para o décor, que mixa detalhes de pub inglês com bistrô francês + mobiliário de restaurantes da belle époque e lustres medievais e nouveau: um caos super harmonioso.

E sobre as mesas, capitaneadas por April Bloomfield e Ken Friedman, donos do The Spotted Pig (duas estrelas no Michelin), ótima comida, preparada apenas com produtos artesanais, orgânicos, comprados de pequenos produtores da região. Tudo fresquíssimo, no melhor estilo “nose-to-tail” – terrines e charcuterie feitos à mão, ali mesmo, na cozinha. Deu vontade? Ligue djá.

Ace Hotel New York

20W 29th Street

+ 1 (212) 679 2222

www.acehotel.com/newyork

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Posted by: Chris Bicalho