Chris Bicalho
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TAG ME, BABE

23 JAN
11:44 AM

PRA LÁ DE MARRAKECH

Além da Medina existe um lugar. Um, não: dois. Que até pouco tempo atrás passavam longe do roteiro de viagem em solo marroquino. Acostumados ao exótique perfumado do souk e da praça Djemaa El Fna, os bons e velhos habituês da cidade vermelha resolveram ‘pular’ o muro e descobrir o que há de bom por trás da área fortificada.

Encontraram as pérolas de Hivernage e Route d’Amizmiz, distritos da nova Marrakech que hoje se orgulham de oferecer alguns dos melhores hotéis do Alto Atlas, mais low-key que os nababescos La Mamounia e Royal Monceau (nos domínios da cidade murada) e nem por isso menos capazes de nos proporcionar mil e uma noites de hospitalidade árabe comme Il faut. Foram tantas inaugurações de glittering hotels por lá que a região já foi batizada de Mayfair – numa franca alusão ao frenesi hoteleiro do bairro londrino.

Portas recém-abertas, o Pearl (foto abaixo, com interior design de Jacques Garcia) e o Four Seasons (foto acima) já mudaram totalmente a cena de Hivernage, desde já destino #1 de nice guys, good girls e cool gays do mundo todo. Aquela liga que a gente conhece e adora…

Mais adiante, outra boa nova, a caminho do countryside magrebino. Route d’Amizmiz é reduto dos party-fatigue de Marrakech, da turma que resolveu tomar o rumo da montanha em busca de paz e sossego. A cena é quase bucólica, dèmi berbere, cenário perfeito para uma temporada relax.

Dica? A incrível infra do Sirayane (foto), mix de hotele spa, versão post-modern de kasbah, discretíssimo para quem pensa em relax antes de cogitar um botox. Por aqui, nada de agito. É para não ver e nem ser vista, ok? Para quem deseja mais pilates que quilates.

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Posted by: Chris Bicalho
22 DEZ
01:16 PM

NO OLHO DA RUA

Quem nunca se embrenhou pelas feirinhas a céu aberto mundo afora que atire o primeiro souvenir. Delícia ver o que cada mercado de rua tem a oferecer, de roupas a objetos second hand ou handmade + orgânicos da terra e, claro, produtos típicos que a gente só encontra ali – mas vale reforçar que garimpar é preciso, afinal o que tem de quinquilharias à venda nas tendas e esquinas… Olho clínico, paciência e intuição fashion antes de abrir a carteira. E poder de barganha, sempre. A seguir, seis street markets para você se perder até encontrar aquilo que nunca precisou, mas que sempre quis ter.

Mercado de Chiang Mai, Tailândia

Por que: mais cool e bem menos óbvio que o Night Bazaar, onde estão os turistas. As opções são menos ‘pasteurizadas’ e com sorte você encontra peças e objetos antigos e feitos em mínima escala.

O que comprar: as camisas de gaze de algodão e as capas para almofadas em seda crua.

Old Spitalfields Market, Londres

Por que: afinal de contas o hype ainda impera no East End. Até quando? Não sabemos, mas a feirinha de Spitafields é O sucesso. Vá as sextas-feiras, quando o ‘estoque’ é renovado.

O que comprar: peças-chave que definem o ótimo street style londrino: cintos de couro, cachecóis, bolsas de segunda mão trazidas de longas viagens ou lançadas há mil coleções.

Feira de San Telmo, Buenos Aires

Por que: para quem tem saco de percorrer todas as lojas de antiques a recompensa é enorme: relíquias a preço de banana, achados de todos os estilos possíveis…

O que comprar: chandeliers de cristal, prataria, vasos chineses e itens de colecionismo.

Souk, Marrakech

Por que: bem, porque estamos em Marrakech e não tem programa melhor na cidade. As tendinhas e portinhas da Medina vendem sonhos de mil e uma noites, de seda a couro, bronze e antiques. Tem que pechinchar, você bem sabe.

O que comprar: lanternas e objetos de metal, tecidos brocados, peças de couro, antiques…

Waterlooplein, Amsterdam

Por que: referência nacional de second hand no país que é referência internacional em second hand. Sim, holandeses amam comprar de segunda mão e são exigentes demais com a qualidade e estado de conservação de roupas e objetos. Vai daí que nenhuma outra cidade do mundo tem tantas lojinhas e feirinhas vintage como Amsterdam. A de Waterlooplein, além de ser a mais antiga, é a melhor delas.

O que comprar: livros, miniaturas, produtos handmade da Indonésia e utensílios para smokers.

Peddler on the Roof, Los Angeles

Por que: O maior flea market da Costa Oeste vende até amor sincero! Tem de tudo, tudo assinado por nomes que amamos e outros que vale a pena conhecer. Joias, bolsas, óculos, roupas, enfim, uma garage sale tamanho família. Só aos sábados, no coração de Hollywood.

O que comprar: Procure pelas bolsas e cintos de couro de Dean ou se jogue nas sample sales da dupla Linh e Szulika.

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Posted by: Chris Bicalho
07 FEV
01:57 PM

MELHOR DE TRÊS

Boas novas no ‘landscape’ urbano de três cidades-chave no circuito do globetrotter, três endereços fresquíssimos que desde já devem entrar no seu próximo roteiro em Nova York, Paris e Marrakech.

Na capital francesa, atende por Le Carmen o bar mais concorrido da temporada. E a cena não fica em Saint-Germain, tampouco no Marais, mas em Pigalle. Sim, no bairro mais x-rated da cidade, ponto de encontro das meninas de pista e das casas de peep show que só perdem em graça para as de Amsterdam. Por ali, um frenesi de fashionistas que se espalham pelos salões da casa, um antigo café em estilo belle époque que revive agora dias de puro glam.

Em Manhattan, acaba de abrir as portas a primeira boutique de Pierre Hardy fora de Paris. O estilista preferido de Emmanuelle Alt, a nova editrix da Vogue francesa, escolheu o West Village por achar que ali, sim, há um certo clima de je ne sais quoi no ar, algo mais para europeu do que americano de moletom, aquele tipo plebeu. É, pode ser.

E por fim, em Marrakech, um concorrente à altura do hype do bar e restô Le Comptoir. Operando a todo vapor, na parte nova da cidade, em Guéliz, o ótimo Azar. Sorte a de quem conseguir uma mesa por ali, pois a turma migrou da Medina para lá, em busca de novos ares e ótima comida, mix de delícias marroquinas e libanesas. Insh’Alá.

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Posted by: Chris Bicalho
17 DEZ
01:04 PM

TOP CHEF


O mundo gourmet evoluiu. Nouvelle é antique, você sabe, e fusion continua aquela ‘confusion’. Mas está com os dias contados – palavra de chef. A mesa virou, o paladar mudou, a cozinha da próxima década é comfort e experimental, menos molecular e mais realista, internacional com uma pitada de sabor regional. A receita é essa. Como fazer é que são elas, mas escolas de gastronomia estão aí para isso, para tirar do freezer o chef congelado que existe dentro de você. E nada de cozinhar em banho-maria por meses nas Cordon Bleu da vida, a delícia é se jogar nos cursinhos instantâneos preparados pelos hotéis dispostos a prender o hóspede mais pelo estômago do que pelo room service.

Um bom exemplo vem do Marrocos, onde Peggy Markel, criadora do conceito “slow food”, comanda workshops de dez dias no Hotel Jnane Tamsna, erguido num oásis nos arredores de Marrakech. Foi ali que madame mandou erguer uma cozinha bárbara – quer dizer, berbere – para ensinar técnicas e receitas da culinária local, do povo das dunas. Pense em tagine, bstilla e outras maravilhas que ali ganharam novas interpretações pelas mãos de Markel: tem pitadas de cozinha siciliana e andaluz.

Claro que a ementa inclui idas e vindas no souk, nas tendas de especiarias e mercados de carnes. Conexão direta entre gastronomia e lifestyle, pessoal. Os cursos acontecem apenas três vezes por ano, em março, abril e novembro. Vambora?

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Posted by: Chris Bicalho