Chris Bicalho
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24 JAN
12:29 PM

FAIRPLAY

OK, tickets sold out para os jogos mais importantes da Olimpíada e nenhum ingresso dando sopa para assistir à cerimônia de abertura, dia 27 de julho. No worries, mate, pois vamos mesmo assim! Amamos Londres anyway & every day, e não vemos obstáculos na corrida até a cidade mais fairplay do mundo. Só de estar lá durante a competição já vale uma medalha, afinal o schedule de atividades off-games está imbatível. São festas, expos, shows vibrando por todos os lados, de Greenwich a Stratford. Tem para todo mundo, nobres e plebeus, ateus e temerosos a Deus. A seguir três super programas que merecem um lugar no pódio. The winner takes it all…

MEDALHA DE OURO: Damien Hirst na Tate Modern. Será a primeira grande retrospectiva da obra do artista inglês. Em cartaz, 20 anos de trabalhos que – quer queira, quer não – redesenharam a cena artsy internacional. Os highlights da expo: “The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living”, o grande tanque com tubarão submerso em formol, e a série “Pharmacy”, com cabinets e telas lotadas de remédios para dormir. Imperdível. De 4 de abril a 9 de setembro.

MEDALHA DE PRATA: World Shakespeare Festival: a maior celebração mundial da obra do dramaturgo vai tomar as maiores salas de espetáculo de Londres de abril a novembro. Milhares de artistas de diferentes países levam para a capital inglesa suas versões para grandes clássicos de Shakespeare. Must see: “King Lear”, de 31 de agosto a 3 de novembro no Almeida Theatre.

MEDALHA DE BRONZE: Diamond Jubilee: os 60 anos de reinado de Rainha Elizabeth II serão comemorados este ano em grande estilo – e a exaustão. O calendário de eventos é maior que o cronograma de jogos na Olimpíada, sem exagero. Durante os meses de junho e julho, Londres vai ferver 24 horas por dia com festas, recepções, concertos, exposições… A programação (para a plebe) é informal, portanto tem que estar in loco para saber o que fazer e para onde ir.

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Posted by: Chris Bicalho
17 FEV
06:25 PM

UPDATES, UPLOADS, UPSCALE

Novas diretrizes em tempos de pós-crise. E o mundo respira aliviado outra vez, vive hoje uma nova onda de euforia – mais modesta, é verdade, mas sem medo de ser feliz. A ostentação agora é papo de quem anda na contramão, o termo luxo cai em desuso levando embora com ele outros predicados supérfluos para a década que acaba de nascer. Nova York, Londres e Paris seguem lançando as manias que mais tarde, com um delay cada vez menor, outras cidades irão absorver, de lá ainda vêm as novidades que a gente aqui corre na frente para saber: hotéis, restaurantes, galerias e bares; novos ares, novos endereços, novas ideias. Para não perder o velho hábito de ir aos lugares certos…

Gagosian Gallery, Hong Kong. A galeria mais incrível do momento, original de NY e com branches em Beverly Hills, Londres, Roma, Paris, Genève e Atenas, acaba de chegar a Hong Kong. E Larry Gagosian, o cara por trás da coisa toda, já chega com tudo anunciando power expo de Damien Hirst.

Mondrian Soho, Nova York. No coração de Manhattan, no melhor da Crosby Street, mais um hotel para a turma que não baixa em Uptown por nada. O Mondrian, que fez a boa fama em Los Angeles e Miami, entra em NY apostando no décor super 40’s com perfume de Cocteau no ar – assista ao filme “La Belle et la Bete” e entenda por que. Ficou simpática, a cena.

Le Dauphin, Paris. Frenesi absoluto na noite parisiense, eleito por Emmanuelle Alt, a nova editrix de Vogue Paris, o hot spot da temporada. No bar, projeto de Rem Koolhaas, vinhos superbe e tapas criados por Inaki Aizpitarte, o top chef também por trás das delícias do restô Le Chateaubriand – poucos metros adiante. Fica na Avenue Parmentier, na 11e. Para você sair um pouco de Saint-Germain…

Restaurant at the Royal Academy of Arts, Londres. Para acabar de uma vez com a hegemonia dos ‘bistrôzinhos’ de museu, a turma da Royal Academy convocou o restaurateur Oliver Peyton para revolucionar a velha cozinha da Burlington House. Menu contemporâneo e inventivo que acompanha a atmosfera do espaço, repaginado pelo darling designer Tom Dixon. Deu certo. Ufa. Chega de quiches.

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Posted by: Chris Bicalho
09 FEV
04:01 PM

ARRASANDO CORAÇÕES

Ai, o amor. Corações ao alto, pulsantes e quentes. Embrulhados para presente. Pois é tempo de Valentines Day, não te contei? Dia 14, terça que vem. E se você só comemora o dia dos namorados em 12 de junho, eis aqui ótimos motivos para adiantar o calendário e pedir para trazerem seu objeto amado em três dias. Sonhos de consumo imediato, joias que são verdadeiras obras de arte e obras de arte que são verdadeiras joias. Gifts para namorado nenhum reclamar – nem de ganhar e nem de comprar.

Quem não adoraria acordar com um coração desses no meio da sala? Obra de Jeff Koons, com apenas cinco espalhadas pelo mundo. Essa aí está no Palazzo Grassi, em Veneza, nos domínios de François Pinault. Taí algo que a gente talvez não precise ter na vida, mas certamente ver em algum momento dela. Ainda mais agora, ano de Bienal.

Bracelete em ouro da designer Rosa de la Cruz, a darling joalheira da nova cena londrina. Rosa é da família de la Cruz, uma das maiores colecionadoras de arte contemporânea do mundo – já falamos do acervo deles aqui, incrível seleção exposta lá em Miami. Não à toa, as criações de Rosa flertam com o artsy e talvez por isso tenham se tornado o must have das golden girls.

“All you need is Love, Love, Love”, print em tela de seda criada por Damien Hirst para sua concept store, a Other Criteria. Série de apenas 50 peças, assinadas e numeradas. A venda online. Circa 17 mil pounds. Sim, não é lá um troco, mas é um Damien Hirst. Que pode valer muito mais no futuro. Ou não. Pergunte ao seu art dealer.

Duas maravilhas que a gente não deveria viver sem. A primeira, assinada por Victoire de Castellane para a Dior Haute Joaillerie, o Anel “Diablotin” em ouro branco, diamantes e rubis. A outra, colar by Elsa Peretti para a Tiffany, com o coração em ágata.

Para fechar, peep toe de píton by Sarah Burton para Alexander McQueen. Afinal we love shoes – and we love McQueen.

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Posted by: Chris Bicalho
09 NOV
12:11 AM

PÓS CONCEITO

… E muito freak, mas a gente adora. Em tempos onde já se inventou de tudo, se viu de quase tudo, falou-se e vestiu-se de tudo, o que mais resta ao mundo fashion senão aliar-se cada vez mais às artes? Ideia antiga, eu sei, a coqueluche vem lá do comecinho dos anos 00, com Marc Jacobs intimando uma turma bacanérrima para interferir no tradicionalíssimo canvas da Louis Vuitton: Robert Wilson, Murakami, Stephen Sprouse…

Mas agora a coisa tomou proporções macro cósmicas, quase todas as marcas apostam na dobradinha vencedora e cada vez mais tem convidado artistas plásticos para darem suas versões às coleções. Se vende? Ora, é sonho de consumo instantâneo.

Quer ver? Repare nas novidades abaixo, todas assinadas por gente que eu, você, todo mundo adora. Criações para, enfim ou então, fazer com que a moda perca seu status de pura índole frugal e siga para um patamar acima, onde tudo é  conceito.

Cinto Hermès, by Philippe Mouquet

Capa de estepe para SUV by Damien Hirst

Botas Sergio Rossi pintadas por Claude Viallat

Dom Pérignon, Warhol Tribute – safra 2002 vintage

Cashmere Hobbs com lyrics de “Imagine”, por Yoko Ono

Casio G-Shock de Takashi Murakami

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Posted by: Chris Bicalho