Chris Bicalho
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28 ABR
05:57 PM

NY NEXT BOOM

O mais incrível de estar em Nova York na primavera é descobrir as novidades que prometem virar tendência no verão. E como sempre, Manhattan ferve com endereços fresquíssimos, ainda discretos, segredo de insiders, mas que aos poucos começam a entrar no roteiro da cidade, para o bem ou para o mal, that never sleeps. E ai de quem morre de sono depois do jantar. Nada de brandy, o digestivo é dançar – ou você é do tipo que encerra a noite no horário de Martha Stewart?


A “esticadinha” da vez é o super yuppie Tenjune, o club sensação do Meatpacking (26 Little West 12th St). E para lá que a turma voa depois de renovar a fé nos flashes no Boom Boom Room que, apesar de não ser nenhuma descoberta, ainda prepara o melhor dirty dry da Costa Leste.


Claro que a door é implacável, existe um ‘face control’ bastante rígido e aquela fila na porta – ou seja, chegar na cara e na coragem, com olhar de quem foi multado no farol enquanto falava no celular, é pedir para amargar uns bons minutos no lado de fora. Como evitar? Fique por dentro.

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Posted by: Chris Bicalho
07 ABR
02:28 AM

TRASH CHIC

Ele não é um hotel boutique, até porque seus donos não sabem exatamente o que isso significa. Também não chega a ser um hotel design, já que você não vai encontrar nenhuma saarinen ou outra peça clichê perdida entre o looby e o elevador. Então o que é, em qual categoria se encaixa o Ace Hotel? Difícil dizer, mas garanto que é fácil se apaixonar pelo lugar à primeira vista.

Tem um quê de trash, uma pitada de antique, um certo clima decadente e muita intervenção moderninha. Um mix de estilos, épocas, gostos e gente de todo tipo, de todas as faixas, sociais e etárias. Vai daí que o Ace é o talk of the town de NY, o novo ponto G de midtown Manhattan.

E por quê? Vamos aos fatos: o prédio é de 1904 e está inteiramente revitalizado; o saguão, idem, com fortes inserções de peças do século 21. Os quartos, todos os 260, são decorados de maneira displicente e charmosa, com obras de artistas contemporâneos – todos amigos da jovem trupe que toca o negócio -, grafites, esculturas e um bocado de elementos old fashioned – camas que parecem da sua avó, cômodas da sua tia-avó e banheiros que lembram a fazenda da sua bisavó.

Uma delícia, uma viagem no tempo, de ontem para hoje num espaço que você escolhe o tamanho: tem apartamentos small, medium e large, isso sem falar nas opções extremas: loft e bunk, para bolsos mais sortudos ou bem modestos. Os preços variam e muito, o que torna o Ace ainda mais atrativo. As tarifas, assim como os serviços, podem custar quase nada ou o mesmo de um hotel high-end. Mas a aura familiar é a mesma para todo mundo, afinal conforto e bom gosto é priceless.

E como não bastasse, a localização é a melhor possível: bem ali, perto do Theater District, a poucos blocos da Broadway e do Madison Square Garden, com metrô parando quase na porta, táxis milagrosamente livres rondando a área. Ah, e mais uma informação preciosa: eles aceitam pets! É ou não é o sonho da casa própria no coração de Nova York?

E se você não quiser se hospedar lá, faça como os nova-iorquinos e se debruce sobre o balcão do Breslin Bar (www. thebreslin.com), o dining room do Ace onde à tardinha acontece o happy hour do momento em Manhattan, que se prolonga noite adentro com DJ e ótimo som. Palmas para o décor, que mixa detalhes de pub inglês com bistrô francês + mobiliário de restaurantes da belle époque e lustres medievais e nouveau: um caos super harmonioso.

E sobre as mesas, capitaneadas por April Bloomfield e Ken Friedman, donos do The Spotted Pig (duas estrelas no Michelin), ótima comida, preparada apenas com produtos artesanais, orgânicos, comprados de pequenos produtores da região. Tudo fresquíssimo, no melhor estilo “nose-to-tail” – terrines e charcuterie feitos à mão, ali mesmo, na cozinha. Deu vontade? Ligue djá.

Ace Hotel New York

20W 29th Street

+ 1 (212) 679 2222

www.acehotel.com/newyork

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Posted by: Chris Bicalho
06 ABR
01:46 AM

O RENASCIMENTO DE ROMA

A data não é redonda, mas os romanos comemoram o aniversário número 2.763 da cidade eterna como se chegassem agora ao ano 3 mil. O motivo? Bem, desde a construção da Cinecittà, Roma não apresentava nada de muito contemporâneo à velha Itália – e nesses últimos 60, 70 anos, só dava Milão no cenário da nova cultura na península.

Na terra que às vezes parece sufocada pela própria história, onde a palavra “nova” é muito relativa, o futuro finalmente parece ter chegado sem aquela cara de invasão. Hoje convivem em harmonia construções do século 1 d.C com endereços Wi-Fi super post-modern, o que a gente adora. Vai daí que Roma, mais do que nunca, se faz inigualável. Que seja eterna porque ela há de durar para sempre.

A seguir, alguns dos hot spots da nova Roma que se abrem para o mundo.

> Maxxi

Com projeto arrojadíssimo de Zaha Hadid, o museu Maxxi acaba de ser inaugurado no subúrbio de Roma e definitivamente coloca a cidade no mapa dos grandes centros expositores do mundo.

Em suas salas, desenhadas à moda clássica de Hadid, com desníveis e curvas sinuosas de concreto e vidro, um mix delicado de obras de artistas plásticos contemporâneos e arquitetos da nova geração. Dividem o espaço criações de Francesco Clemente e Anish Kapoor e maquetes de Carlo Scarpa e Pier Luigi Nervi, dois dos mais renomados arquitetos da Itália. (Maxxi: Via Guido Reni 4A, tel. + 39 (6) 3210 1829. www.maxxibeniculturali.it)

* * *

> Casa Manni

Fiel representante da nova safra de hotéis “affordable” que se tornaram febre na Europa (falamos da categoria em post anterior, lembram?), a Casa Manni é ideia do ex-cineasta Armando Manni. Situada no coração de Roma, entre a Fontana di Trevi e o Penteón, o que torna o ‘holiday accommodation’ único é a simplicidade de seu espaço com a riqueza de seu serviço – que, diga-se, vai muito além de lençóis de fios incontáveis ou vinhos excepcionais na adega.

Não que não tenha, mas vamos adiante. Signore Manni também oferece aos hóspedes passeios pela Roma antiga na companhia do arqueólogo Paolo Lenzi e tour gourmet ao lado de Maureen Fant, crítica de gastronomia do New York Times. Ah, para quem estiver exausto, depois de um dia inteiro de caminhada, nosso anfitrião pode convidar um chef, o melhor da região, para um private dinner no terraço, com vista para as colunas de Marco Aurélio. Che ne dici? (Casa Manni: Via di Pietra 70, tel. + 39 (6) 9727 4787. www.casamanni.com)

* * *

> Société Lutèce e Freni & Frizioni

Até pouquíssimo tempo atrás, happy hour era papo de fashionista milanês, mas a mania acabou conquistando também os romanos, conhecidos por sua resistência às novidades. Ma non troppo, pois hoje a turma já não procura apenas balcões de cantinas para o drink pós-ralação; cada vez mais tem lotado os bares que brotam por toda cidade, das margens do Tibre ao centro storico, passando, claro, pelo bairro-meio-que-tendência de Pigneto. Dos tantos que nasceram de um ano pra cá, o Société Lutèce e Freni & Frizioni (foto) talvez sejam os mais concorridos.

Arrisco dizer por que: de propriedade de uma dupla de galeristas vindos de Turim, os bares oferecem versões italianas de tapas – e não são antipasti, que fique claro: são mini-pizzas, risotinhos, polentinhas… tudo no diminutivo mesmo, do tamanho ideal para manter a forma. Para acompanhar, os melhores rótulos de tinto de Roma by the glass. E para completar? A prova viva de que o povo italiano é um dos mais bonitos do mundo. Vá e veja com seus próprios olhos. (Société Lutèce: Piazza di Montevecchio 17, tel. + 39 (6) 6830 1472. www.societe-lutece.it) e (Freni & Frizioni: Via del Politeama 4/6, tel. + 39 (6) 4549 7499. www.freniefrizioni.com).

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Posted by: Chris Bicalho
05 ABR
11:36 AM

LIVE AND LET DRY

O drink preferido de James Bond só poderia ganhar sua melhor versão na terra da rainha. Ali mesmo, em Londres, nascente do melhor gim e ponto de encontro do pessoal da chic boemia que sempre discute: afinal, quantas gotas de vermute leva o verdadeiro dry martini? A resposta, dizem os mais entendidos, está nas mãos dos habilidosos bar men do Hotel Connaught, em Mayfair. Palavra de quem bebe do assunto: ali é servido o melhor dry martini do mundo.

Bem, só a apresentação já vale a fama, pois os drinks vem em belíssimas taças Lalique e, diga-se, para uma belíssima clientela. O happy hour é o momento ideal para estar por ali, quando o fashion people se une à turma do business num see-and-be-seen digno de um clássico do cinema. O cenário, by David Collins, é inspirado na Inglaterra dos anos 20 e por um segundo nos leva a acreditar que estamos mesmo num romance de Ian Fleming. Ou seriam as 007 tacinhas de dry que nos fizeram viajar? Para terminar o dia com chave de ouro, vale lembrar: nada de exageros, ou você é do tipo que bebe porque ‘tomorrow never dies’?

Ah, e uma dose de sobriedade e relax antes do último brinde: ali mesmo, no Connaught, está o recém-inaugurado spa com a assinatura da grife Aman, tão conhecida por seus hotéis no Oriente. Na nova ala do hotel, são cinco salas de tratamento com terapias baseadas nas tradições milenares da China, Tailândia e Índia. No menu, destaque para o tratamento de equilíbrio dos Chakras, com óleos e cristais. A experiência holística, realizada sob medida para o cliente, acompanha, ainda, música escolhida de acordo com a terapia, piscina interna e sauna com aromaterapia.

The Connaught

Carlos Place
Mayfair
+44 20 7499 7070

www.the-connaught.co.uk

Aman Spa

+44 20 3147 7305/6
amanspa@the-connaught.co.uk

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Posted by: Chris Bicalho