Chris Bicalho
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SALVE-SE QUEM PUDER

TAG ME, BABE

31 JAN
02:13 PM

PLAYAS DE CENTRAL

Nesse verão, que tal fazermos algo de diferente e tomar nossos bons drinks em outra praia, longe do lugar-comum para não entrar no senso comum? Nada contra as princesinhas do mar Punta, Trancoso, Búzios e St.Barths, mas sugiro virarmos o timão em outra direção, menos high end e mais low profile.

Terra à vista, mar a perder de vista, visual de capa de revista. Bienvenidos ao lado caribenho da América Central, pico tão pouco visitado por nós, brasileiros, e que merece demais um minuto da nossa atenção. E sabe por que?  A vida por lá segue calma, mas sempre há um barulhinho bom por perto quando a ideia é aumentar o ritmo – afinal, corre ali sangue espanhol e, você sabe, onde se fala espanhol se baila até o sol nascer.

Há tempo e espaço para silêncio, para mergulhar a sós, surfar, para não ver ninguém e para ser visto também. Tem para mim, para você, para crianças e casais apaixonados. Sim, hay para todos! Quer saber onde? Andale, andale, antes que os piratas cheguem. Aviso: a vibe por aqui é roots, ok?

Onde: Bocas del Toro, Panamá. Hot spot: ilhas de Bastimentos e Carenero. O que fazer: surf.

Onde: Puerto Viejo de Talamanca, Costa Rica. Hot spot: Punta Uva. O que fazer: surf e mergulho.

Onde: Bay Islands, Honduras. Hot spot: ilhas de Útila e Guanaja. O que fazer: snorkel e stand up.

Onde: Islas del Maíz, Nicarágua. Hot spot: ilha de Little Corn. O que fazer: nadar e comer os melhores frutos do mar da região. O festival de caranguejo é programa obrigatório.

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Posted by: Chris Bicalho
30 JAN
03:56 PM

BATERIA ANTIAÉREA

Se para você comida de avião está fora de cogitação – sim, o pessoal do catering não tem caprichado muito, é verdade – que tal resolver o problema ainda com os pés no chão? Enquanto a tripulação de terra já não prepara maravilhas na cozinha como antigamente, aeroportos do mundo inteiro (menos os nossos, mas isso é uma outra história) vem caprichando cada vez mais nas opções gastronômicas em suas salas de embarque.

O fast food deu lugar a ótimos restaurantes, os cardápios saíram do lugar comum e embarcaram numa viagem gourmet first class a preços até que bem econômicos. De Nova York a Hong Kong, com escalas nos super hubs da Europa, ótimas sugestões para comer bem, leve, sem correr o risco de passar mal em altura de cruzeiro. E que vá pelos ares aquele franguinho com legumes temperado à moda hospitalar. As dicas são de Eric Ripert, chef do superbe Le Bernardin, de Manhattan.

Crust

Onde: Terminal da Delta Airlines – aeroporto de La Guardia, Nova York

Best bit: as pizzas crocantes, de massa fininha, e excelentes vinhos by the glass.

Bobby’s Van Steakhouse

Onde: Terminal da American Airlines – aeroporto JFK, Nova York

Best bit: carne, carne e carne. Vermelha, sim, mas super magras. Saladinha para acompanhar.

La Carreta

Onde: Aeroporto de Miami

Best bit: yucas fritas com alho e tomilho. Yucas são primas da mandioca, nascidas e criadas em Cuba. Um clássico da cozinha da terra de Fidel.

Caviar House & Prunier

Onde: Aeroporto de Gatwick, Londres

Best bit: ostras e gravlax. Com vodka. Ou as incríveis opções de embutidos espanhóis.

Pak Lok Chiu

Onde: Aeroporto de Hong Kong

Best bit: caranguejo com chili ou pato à moda pequinesa.

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Posted by: Chris Bicalho
27 JAN
11:53 AM

TOSCANA, QUESTÃO DE TEMPO

Todos os caminhos levam a Roma – e metade deles passa pela Toscana. É cada estradinha que corta o pedaço… fácil de se perder e se deixar levar pelo calor da hora.  Andare via pela estrada afora, nem um minuto a mais naquela cidade que damos por visto em uma tarde – pode parecer eternidade. Timing é tudo na vida, certo? Planejamos um roteiro na medida para você não perder seu precioso tempo com o que não importa. Andiamo via!

E mais: traçamos dia, hora, local e razão para fazer valer ao máximo sua temporada em solo toscano: villas, vinícolas, castelos, montes e igrejas. A partir de Firenze, com posto avançado em Siena, nosso passo a passo de como chegar, até quando ficar, comer e beber, comprar, o que ver e onde comer. Times is money. Ah, sim, pé na estrada sempre pela manhã. Para aproveitar o dia, a luz, a vida… São 390 quilômetros de estrada no total, bem divididos em uma semana para você ir parando de villa em villa, vinícolas, castelos, montes e igrejas. Demais!

ROTA 1: Firenze – San Gimignano – Volterra – Monteriggioni – Siena. Percurso total: 144 quilômetros

San Gimignano

O que ver: o centro histórico, medieval total, com suas torres do século 16. Cenário do delicioso “Chá com Mussolini”, de Franco Zeffireli.

Quanto tempo na cidade: duas horinhas e pronto. Aperte os cintos e seguimos viagem.

Volterra

O que ver: antes de qualquer coisa, a vista em si. Do alto do Vale Cecina tem-se o mais incrível panorama da Toscana, com seus vilarejos etruscos e romanos + influências renascentistas por todos os lados. Imperdível uma visita à Pinacoteca e ao Museu de Arte Sacra.

Quanto tempo: duas horas + almoço sem pressa. Onde comer: Sala Dioniso. Cozinha toscana. Só orgânicos! (Via Porta all’Arco 19; fone +39 0588 81531). Para espresso + gelatto de sobremesa: L’Incontro (Via Matteotti 18; fone +39 0588 80500).

Monteriggioni

Com menos de oito mil habitantes, Monteriggioni passaria despercebida, não fosse o fato de ser totalmente fortificada até hoje. No alto de uma montanha, ao norte de Siena, o vilarejo ainda conserva as fortificações construídas no século XIII e descritas por Dante Alighieri em sua “Divina Comédia”.

Quanto tempo: uma hora.

ROTA 2: Siena – Montalcino – Pienza – Montepulciano – Siena. Percurso total: 147 quilômetros

Montalcino

O que ver: aquela ideia de Toscana que povoa nosso imaginário, sabe? Casinhas terracota, de tijolos, campos com fenos redondos, ciprestes margeando as estradas e, sim, vinícolas. Muitas delas! Todas no alto das colinas, de onde se tem incrível panorama dos vinhedos de Asso, Arbia e Ombrone. In loco, obrigatório degustar safras vencedoras de Brunello e Rosso di Montalcino. Se você estiver no volante, esqueça. Deixe para beber quando voltar a Siena. E antes de ir embora, visite a abadia de Sant’Antimo, construída no século 9 e joia maior do estilo romanesco.

Quanto tempo: a tarde toda. Almoce por lá.

Onde comer: Taverna dei Barbi. Típico restaurante com pratos elaborados só com produtos da fazenda dos donos. Fresquíssimo, tudo delicioso (Localita Podernovi 170; fone + 39 0577 841 111). Para degustação de vinhos: Enoteca La Fortezza. Para acompanhar seu Brunello, experimente o salame de javali e o pecorino feito ali mesmo.

Se não der tempo de visitar todos os vinhedos da região, procure pelos rótulos aqui que eles as enviam para o seu hotel (Piazzale Fortezza; fone +39 0577 849 211).

Pienza

O que ver: a praça principal e o Duomo do vilarejo. Projetada a pedido do Papa Pio II, em 1460, sem dúvida uma das mais lindas construções renascentistas da Itália.

Quanto tempo na cidade: duas horas. Antes de partir, paradinha obrigatória na Osteria Sette di Vino para experimentar um sem-fim de variações do queijo pecorino. (Piazza di Spagna; fone +39 0578 749 092. Não abre as quartas)

Montepulciano

O que ver: as centenas de palazzo renascentistas e as igrejas da Piazza Grande e, ecco!, as vinícolas da cidade. Não vá embora sem antes degustar o festejadíssimo Vino Nobile di Montepulciano.

ROTA 3: Siena – Chianti – Firenze. Percurso total: 99 quilômetros

O que ver: que tal retornar a Firenze pelo mais incrível roteiro de vinhos da Itália? As cidades que compreendem a Liga di Chianti guardam até hoje maravilhas da Idade Média, caminhos e túneis construídos no século 15 que levam aos vilarejos de Gaiole, Radda, Castellina e Greve. A estrada é um capítulo à parte, um vista de tirar o fôlego com vales repletos de videiras e oliveiras. As fattorie produtoras do Chianti geralmente estão abertas a visitação e vendas. Algumas oferecem até hospedagem.

Parada estratégica: Castellina in Chianti. Perca-se pela Via Ferruccio e, sem culpa, se jogue nas cantinas especializadas em presuntos, salames e queijos. Os pecorinos são o carro-chefe, palmas para o pecorino al tartufo . A praça da igreja San Salvatore é a entrada de um dos pontos altos da cidade: a Via delle Volte, um túnel de pedra, entre os muros que protegem a cidade e o centro, onde há lojas, galerias e restaurantes.

Quanto tempo: três horas + almoço. Onde comer: Antica Trattoria La Torre (Piazza Del Comune; fone +39 0577 740 236). Prove: ravioli de ricota fresca e espinafre com tartufo negro. Simples e reconfortante.

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Posted by: Chris Bicalho
24 JAN
12:29 PM

FAIRPLAY

OK, tickets sold out para os jogos mais importantes da Olimpíada e nenhum ingresso dando sopa para assistir à cerimônia de abertura, dia 27 de julho. No worries, mate, pois vamos mesmo assim! Amamos Londres anyway & every day, e não vemos obstáculos na corrida até a cidade mais fairplay do mundo. Só de estar lá durante a competição já vale uma medalha, afinal o schedule de atividades off-games está imbatível. São festas, expos, shows vibrando por todos os lados, de Greenwich a Stratford. Tem para todo mundo, nobres e plebeus, ateus e temerosos a Deus. A seguir três super programas que merecem um lugar no pódio. The winner takes it all…

MEDALHA DE OURO: Damien Hirst na Tate Modern. Será a primeira grande retrospectiva da obra do artista inglês. Em cartaz, 20 anos de trabalhos que – quer queira, quer não – redesenharam a cena artsy internacional. Os highlights da expo: “The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living”, o grande tanque com tubarão submerso em formol, e a série “Pharmacy”, com cabinets e telas lotadas de remédios para dormir. Imperdível. De 4 de abril a 9 de setembro.

MEDALHA DE PRATA: World Shakespeare Festival: a maior celebração mundial da obra do dramaturgo vai tomar as maiores salas de espetáculo de Londres de abril a novembro. Milhares de artistas de diferentes países levam para a capital inglesa suas versões para grandes clássicos de Shakespeare. Must see: “King Lear”, de 31 de agosto a 3 de novembro no Almeida Theatre.

MEDALHA DE BRONZE: Diamond Jubilee: os 60 anos de reinado de Rainha Elizabeth II serão comemorados este ano em grande estilo – e a exaustão. O calendário de eventos é maior que o cronograma de jogos na Olimpíada, sem exagero. Durante os meses de junho e julho, Londres vai ferver 24 horas por dia com festas, recepções, concertos, exposições… A programação (para a plebe) é informal, portanto tem que estar in loco para saber o que fazer e para onde ir.

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Posted by: Chris Bicalho