Chris Bicalho
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SALVE-SE QUEM PUDER

TAG ME, BABE

03 FEV
10:00 AM

O PRÓXIMO PASSO

Louboutin e Pierre Hardy a gente já viu muito por aí, talvez por isso seja a hora de buscar novos, como dizer, horizontes. Não que precisemos aposentar nossos adorados solados rouge pecatto, longe disso. Mas alterná-los com outras maravilhas pode ser uma boa ideia. Febre na Europa que não tarda a chegar nos pés mais apressados do circuito os sapatos de Philippe Zorzetto e da T&F Slack Shoemakers.

Philippe é de Paris, nascido em Carcassonne – reduto dos maiores artesãos de couro da França, terra natal da turma Goyard. As coleções são todas feitas à mão. Saltos altos demais estão fora de cogitação, Zorzetto cria para mulheres que pisam na contramão da moda. Suas botas e sapatos são flats, sem maiores intervenções. Papo reto mesmo, básico e simples. Tudo lindo de morrer. Inclusive para homens – as botas de cano médio são must have, preferidas da ala cool de Hollywood. Adrien Brody tem, Johnny Depp também. A loja fica no Marais, no 106 da rue Vieille du Temple.

A outra marca, veeery british, é assinada pela dupla Tim e Fiona, que desde os anos 70 cria maravilhas exclusivas para os Stones e ídolos remanescentes da era punk. Mas só agora entrou de sola nas ruas das grandes cidades. Sucesso em Londres de outros tempos que caiu na estrada nesta temporada rumo a Nova York, Berlim, Tóquio… E o que eles têm que os outros não têm? Harmonia entre o conceitual e o comercial, equilíbrio entre o inventivo e o acertivo. Clássicos instantâneos e irresistíveis. À venda nas melhores department stores. Olho na seleção divina feita pela Liberty.

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Posted by: Chris Bicalho
02 FEV
10:13 AM

SONHOS DE CONSUMO

Abra os olhos e a carteira porque tem nova meca de consumo no circuito. Esqueça Paris,  forget Londres e Nova York, ciao Milão. Os ventos do pós-luxo sopram para o norte, onde custo-benefício é tendência há séculos, less is more é religião e a praticidade anda a serviço da humanidade desde a invenção da roda. O destino é Copenhagen, a mais stylish e cutting-edge das capitais europeias.

Lá, como em nenhum outro lugar, Deus e o design estão nas pequenas coisas, de um simples pacotinho de batata frita a mais confortável das poltronas, criadas por algum talento recém-achado na Stroget. E é isso que atrai, além do povo mais easygoing (e lindo, embora seja de uma homogeneidade curiosa, parece feitos em série) que se tem notícia e uma vida outdoors contagiante –  de junho a agosto.

Outro ponto a favor: a gastronomia nórdica está nas cabeças (e nas bocas) da turma gourmet. Recentemente, o restaurante Noma, do chef René Redzepi, foi eleito o melhor do mundo pela crítica internacional. Mas não se prenda e ele, pois qualquer portinha nas cercanias serve excelente comida, leve e saudável, inventiva e longe do lugar comum. E foi essa a receita que chamou pra perto gente boa, gente nova, gente atenta e ávida por novidades que viaja o mundo atrás de um veneno antimonotonia. Encontraram em Copenhagen o antídoto para driblar a mesmice que tomou o mundo de assalto.

Aqui, algumas dicas infalíveis para você se apaixonar de vez pelo danish way of life

One-stop design shopping: Illums Bolighus (illumsbolighus.com)

Paraíso do mobiliário dinamarquês, com peças de Arne Jacobsen e Georg Jensen + designers (ainda) não conhecidos pelo grande público. Destaque para as coat hangers da Morfo, as cerâmicas de Louise Campbell e os utensílios para cozinha da Skagerak.

High fashion: Paris Texas (paristexas.dk) e Rue Verte (rueverte.dk)

Não, você não vai a Copenhagen para comprar Lanvin e McQueen, certo? Mas fuçar um bocadinho as boutiques da Stroget, a rua principal, é uma delícia. Ainda mais porque o gosto das dinamarquesas é beeem diferente do nosso – elas gostam de proporções mais secas e cores sóbrias, por isso não se espante em encontrar maravilhas perdidas de Helmut Lang (ainda tem!), Commes des Garçons, Alexander Wang e Chrissie Morris nas araras da Paris Texas e da Rue Vert.


Danish gourmets: Kransekagehuset Summerbird (kransekaghuset.net) e Noma (noma.dk)

Toda cidade tem a sua patisserie. Assim como Paris tem a Pierre Hermé, Copenhagen tem a Kranseka… enfim, essa deliciosa lojinha de nome impronunciável e visitinha indispensável. Prove tudo, principalmente as “bolinhas de neve” feitas de chocolate e marzipan. Bem, sobre o Noma já falamos aqui. Sobre a mesa, iguarias inesperadas regionais, como o boi almiscarado da Groenlândia, seiva de bétulas dinamarquesas (que só florescem 20 dias por ano) e lagostins das Ilhas Faro. Tudo servido à moda nórdica, em porções sob medida para uma experiência gourmet minimalista.

Utensílios para tabletop: Anne Black (anneblack.com)

Anne Black é das mais sofisticadas designers da cidade e suas cerâmicas traduzem o real espírito danish: formas simples, ideias úteis e uma pitadinha de humor aqui e acolá. Lindas de morrer as canecas e rings para prender guardanapo. Ótimos presentes para você e para a amiga super cool que acabou de casar.

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Posted by: Chris Bicalho
16 JAN
12:20 AM

LONDON 2012, POUSO AUTORIZADO

A poucos meses da Olimpíada, Londres está prontíssima para o grande encontro, sem atrasos e com tudo seguindo o mais rígido protocolo – it’s so british. The city that never dies apronta mais e mais em cada esquina: onde há um andaime há um projeto, assinadíssimo, arrojadíssimo, futuras referências que irão povoar, de gente e de ideias, áreas ainda pouco exploradas pelos londrinos e principalmente pelos viajantes que ainda sobrevoam apenas Chelsea e Mayfair.

Aconteceu com East London há uns bons anos, agora a marcha se dá para o sul, onde a turma empreendedora pretende levar ótimos restaurantes, clubs, bares e, claro, hotéis para lá, lá onde Clapham, Brixton e arredores despertam de um sonho working class que já não combina em nada com a eterna capital do mundo. Pois bem, na onda de revitalização um hotel bárbaro acaba de abrir suas portas, na instant cool vizinhança de Battersea.

Inaugurado em novembro, o Verta Hotel não pousou no Southbank por acaso: aproveitou-se do fato de o heliponto de Londres estar ali do lado para, já de cara, apresentar aos hóspedes seu primeiro diferencial: transfer do aeroporto de… helicóptero. Os atrativos não param aí, não: o décor é uma deliciosa combinação de old-war glamour com clássicos do mobiliário inglês e elementos modernistas aliados a ícones do design contemporâneo. É estilo demais, um perigo nas mãos erradas. Mas aqui a coisa funciona, e como.

Os quartos, o lobby, restaurantes, bar, spa e tudo mais são uma viagem aos bons tempos da Europa aristocrática e aventureira. Tem no ar um clima meio pré-Revolução Industrial, às vezes Bauhaus. Tem também um flerte seriíssimo com a era de ouro da aviação, lá no comecinho do século 20. Você vai perceber assim que cruzar o lobby. Aperte os cintos e relaxe logo a seguir. E o Tâmisa, logo ali, correndo ao pé do edifício que já se impõe no skyline, torna tudo ainda mais anacrônico – ou atemporal, depende da vista da sua suíte. Mas todas tem, a vista.

Chamá-lo de hotel boutique seria simplista demais, assim como citá-lo com um cinco estrelas. É mais, muito mais que isso. É hotelaria post modern na veia, equilíbrio perfeito entre o que esperamos da vida longe de casa (um hotel com cara de casa) e o que fazemos a partir daí: do not disturb. At all. E queremos mais: um ótimo restaurante – aqui tem; um bar para ver e ser visto – aqui tem; um spa milagroso com terapias nunca antes vistas – aqui tem. Obras de arte por todos os lados – aqui tem!!! E o que tem mais? Vagas. O que mais você precisa? Ah, sim, as coordenadas para chegar. Anote aí: Sat Nav Ref: SW11 3RP.

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Posted by: Chris Bicalho
12 JAN
02:49 PM

TAG ME, BABE

We Love Moleskine, don’t we? Amiga inseparável do viajante de hoje e de sempre, que toma nota de tudo que vê e sente em suas andanças pelo mundo, a marca italiana começa 2012 com incrível linha de acessórios seguindo seu espírito secular, all-around travel companion.

Depois das bem-sucedidas coleções de cases para laptops, iPad, iPod, iTouch, iMeu Deus, agora é chegada a hora de apresentar aos nômades contemporâneos as charmosíssimos tags de mala, em couro – aquele couro very Moleskine, sabe? E vem em quatro cores irresistíveis: verde limão, magenta, azul ciano e, claro, black total.

Hard cover, como não poderia deixar de ser, e dentro aquele tom bege que a gente adora com o velho recado que há séculos estampa a primeira página dos lendários notebooks usados por Van Gogh, Picasso, Breton e grande elenco: “In case of loss, please return to………….. As a reward $…………….”. Um plus: você ainda pode gravar seu nome na capa, a ferro e fogo!

Must have para já, diferencial fenomenal na hora de reconhecer nossas malas nas esteiras da vida. Ou você não é capaz de reconhecer uma Moleskine a metros de distância? À venda no site, por US$ 9.95.

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Posted by: Chris Bicalho