Chris Bicalho
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SALVE-SE QUEM PUDER

TAG ME, BABE

07 FEV
11:38 AM

GIRA MUNDO

Já faz tempo que o céu deixou de ser limite para os afortunados desse mundo – não falo de dinheiro, mas de tempo livre. Essa sim a maior fortuna da primeira década do novo século. Pois bem, para quem tem um mês inteiramente free na agenda, sem ônus na vida profissional e pessoal (30 dias longe dos filhos e do marido é assinar atestado de desvairada, não é?), eis aqui a viagem dos sonhos. Mais que dar a volta ao mundo – it’s soooo 80’s –, o roteiro que vos canto atravessa lugares que não estão no mapa de qualquer agência, não. Com vocês, as chamadas “lost cities”. Vamos de encontro a elas.

Que tal embarcar num private jet com sua turma para uma super trip com escalas em cidades que companhia aérea nunca “pisou”? A bordo de um Boeing 757 com capacidade para 74 passageiros, você vai da Albânia ao Laos, passando pelas ex-repúblicas soviéticas (aquele monte de “ão” de pronúncia fora de questão, tipo Cazaquistão, Tadjiquistão, Uzbequistão,Turcomenistão, Azerbaijão, Zé Simão…), parando em vilarejos esquecidos pelo tempo, alguns perdidos na maré da globalização e todos eles, garanto, com um qualquer-coisa-que-se-sinta na alma.

No plan de voyage, ruínas macedônias e armênias, pitadas de islamismo em plena Rússia asiática + doses cavalares de zen budismo no Himalaia e na Indochina. Tem Butão, Nepal, Tibet, Laos e Camboja. Exótico? Imagina, é quase orgástico. Enquanto escrevo, faço de cabeça uma listinha com os 74 eleitos que levaria comigo nessa história quase irreal a precinho surreal: a coisa toda não sai por menos de 60 mil dólares por pessoa, incluindo aí hospedagem nos melhores hotéis de cada parada. Valor esse que me faz voltar a colocar os pés no chão. Mas é bom sonhar alto. Vai que se realiza?

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Posted by: Chris Bicalho
31 JAN
02:13 PM

PLAYAS DE CENTRAL

Nesse verão, que tal fazermos algo de diferente e tomar nossos bons drinks em outra praia, longe do lugar-comum para não entrar no senso comum? Nada contra as princesinhas do mar Punta, Trancoso, Búzios e St.Barths, mas sugiro virarmos o timão em outra direção, menos high end e mais low profile.

Terra à vista, mar a perder de vista, visual de capa de revista. Bienvenidos ao lado caribenho da América Central, pico tão pouco visitado por nós, brasileiros, e que merece demais um minuto da nossa atenção. E sabe por que?  A vida por lá segue calma, mas sempre há um barulhinho bom por perto quando a ideia é aumentar o ritmo – afinal, corre ali sangue espanhol e, você sabe, onde se fala espanhol se baila até o sol nascer.

Há tempo e espaço para silêncio, para mergulhar a sós, surfar, para não ver ninguém e para ser visto também. Tem para mim, para você, para crianças e casais apaixonados. Sim, hay para todos! Quer saber onde? Andale, andale, antes que os piratas cheguem. Aviso: a vibe por aqui é roots, ok?

Onde: Bocas del Toro, Panamá. Hot spot: ilhas de Bastimentos e Carenero. O que fazer: surf.

Onde: Puerto Viejo de Talamanca, Costa Rica. Hot spot: Punta Uva. O que fazer: surf e mergulho.

Onde: Bay Islands, Honduras. Hot spot: ilhas de Útila e Guanaja. O que fazer: snorkel e stand up.

Onde: Islas del Maíz, Nicarágua. Hot spot: ilha de Little Corn. O que fazer: nadar e comer os melhores frutos do mar da região. O festival de caranguejo é programa obrigatório.

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Posted by: Chris Bicalho
27 JAN
11:53 AM

TOSCANA, QUESTÃO DE TEMPO

Todos os caminhos levam a Roma – e metade deles passa pela Toscana. É cada estradinha que corta o pedaço… fácil de se perder e se deixar levar pelo calor da hora.  Andare via pela estrada afora, nem um minuto a mais naquela cidade que damos por visto em uma tarde – pode parecer eternidade. Timing é tudo na vida, certo? Planejamos um roteiro na medida para você não perder seu precioso tempo com o que não importa. Andiamo via!

E mais: traçamos dia, hora, local e razão para fazer valer ao máximo sua temporada em solo toscano: villas, vinícolas, castelos, montes e igrejas. A partir de Firenze, com posto avançado em Siena, nosso passo a passo de como chegar, até quando ficar, comer e beber, comprar, o que ver e onde comer. Times is money. Ah, sim, pé na estrada sempre pela manhã. Para aproveitar o dia, a luz, a vida… São 390 quilômetros de estrada no total, bem divididos em uma semana para você ir parando de villa em villa, vinícolas, castelos, montes e igrejas. Demais!

ROTA 1: Firenze – San Gimignano – Volterra – Monteriggioni – Siena. Percurso total: 144 quilômetros

San Gimignano

O que ver: o centro histórico, medieval total, com suas torres do século 16. Cenário do delicioso “Chá com Mussolini”, de Franco Zeffireli.

Quanto tempo na cidade: duas horinhas e pronto. Aperte os cintos e seguimos viagem.

Volterra

O que ver: antes de qualquer coisa, a vista em si. Do alto do Vale Cecina tem-se o mais incrível panorama da Toscana, com seus vilarejos etruscos e romanos + influências renascentistas por todos os lados. Imperdível uma visita à Pinacoteca e ao Museu de Arte Sacra.

Quanto tempo: duas horas + almoço sem pressa. Onde comer: Sala Dioniso. Cozinha toscana. Só orgânicos! (Via Porta all’Arco 19; fone +39 0588 81531). Para espresso + gelatto de sobremesa: L’Incontro (Via Matteotti 18; fone +39 0588 80500).

Monteriggioni

Com menos de oito mil habitantes, Monteriggioni passaria despercebida, não fosse o fato de ser totalmente fortificada até hoje. No alto de uma montanha, ao norte de Siena, o vilarejo ainda conserva as fortificações construídas no século XIII e descritas por Dante Alighieri em sua “Divina Comédia”.

Quanto tempo: uma hora.

ROTA 2: Siena – Montalcino – Pienza – Montepulciano – Siena. Percurso total: 147 quilômetros

Montalcino

O que ver: aquela ideia de Toscana que povoa nosso imaginário, sabe? Casinhas terracota, de tijolos, campos com fenos redondos, ciprestes margeando as estradas e, sim, vinícolas. Muitas delas! Todas no alto das colinas, de onde se tem incrível panorama dos vinhedos de Asso, Arbia e Ombrone. In loco, obrigatório degustar safras vencedoras de Brunello e Rosso di Montalcino. Se você estiver no volante, esqueça. Deixe para beber quando voltar a Siena. E antes de ir embora, visite a abadia de Sant’Antimo, construída no século 9 e joia maior do estilo romanesco.

Quanto tempo: a tarde toda. Almoce por lá.

Onde comer: Taverna dei Barbi. Típico restaurante com pratos elaborados só com produtos da fazenda dos donos. Fresquíssimo, tudo delicioso (Localita Podernovi 170; fone + 39 0577 841 111). Para degustação de vinhos: Enoteca La Fortezza. Para acompanhar seu Brunello, experimente o salame de javali e o pecorino feito ali mesmo.

Se não der tempo de visitar todos os vinhedos da região, procure pelos rótulos aqui que eles as enviam para o seu hotel (Piazzale Fortezza; fone +39 0577 849 211).

Pienza

O que ver: a praça principal e o Duomo do vilarejo. Projetada a pedido do Papa Pio II, em 1460, sem dúvida uma das mais lindas construções renascentistas da Itália.

Quanto tempo na cidade: duas horas. Antes de partir, paradinha obrigatória na Osteria Sette di Vino para experimentar um sem-fim de variações do queijo pecorino. (Piazza di Spagna; fone +39 0578 749 092. Não abre as quartas)

Montepulciano

O que ver: as centenas de palazzo renascentistas e as igrejas da Piazza Grande e, ecco!, as vinícolas da cidade. Não vá embora sem antes degustar o festejadíssimo Vino Nobile di Montepulciano.

ROTA 3: Siena – Chianti – Firenze. Percurso total: 99 quilômetros

O que ver: que tal retornar a Firenze pelo mais incrível roteiro de vinhos da Itália? As cidades que compreendem a Liga di Chianti guardam até hoje maravilhas da Idade Média, caminhos e túneis construídos no século 15 que levam aos vilarejos de Gaiole, Radda, Castellina e Greve. A estrada é um capítulo à parte, um vista de tirar o fôlego com vales repletos de videiras e oliveiras. As fattorie produtoras do Chianti geralmente estão abertas a visitação e vendas. Algumas oferecem até hospedagem.

Parada estratégica: Castellina in Chianti. Perca-se pela Via Ferruccio e, sem culpa, se jogue nas cantinas especializadas em presuntos, salames e queijos. Os pecorinos são o carro-chefe, palmas para o pecorino al tartufo . A praça da igreja San Salvatore é a entrada de um dos pontos altos da cidade: a Via delle Volte, um túnel de pedra, entre os muros que protegem a cidade e o centro, onde há lojas, galerias e restaurantes.

Quanto tempo: três horas + almoço. Onde comer: Antica Trattoria La Torre (Piazza Del Comune; fone +39 0577 740 236). Prove: ravioli de ricota fresca e espinafre com tartufo negro. Simples e reconfortante.

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Posted by: Chris Bicalho
13 JAN
02:00 PM

SALVE-SE QUEM PUDER

Há quem diga, mesmo, que o mundo acaba este ano. Ou pelo menos parte dele. Os mais crédulos, ansiosos e histéricos já correram para os lugares que acreditam estar a salvo do dia do juízo final. Eu, hein! Gente que deixou suas casas nas grandes cidades e partiu para destinos esotéricos, escondidos entre e a mata e imunes ao mais antenado dos GPS.

Uma coisa é certa: no meio dessa loucura toda, ao menos os apocalípticos têm bom senso (e ótimo gosto) para escolher seus refúgios, com natureza exuberante, fontes de água potável, florestas intocadas e muita fartura à flor da terra. E a gente, que não acredita em nada disso – mas não duvida da fé de ninguém – também nos damos ao direito de tirar uma casquinha dos paraísos sagrados ‘descobertos’ pela turma podes-crer.

A seguir, cinco esconderijos top secrets no Brasil para você curtir o último ano do resto de nossas vidas. Corram, antes que um meteoro caia na nossa cabeça. Promoção válida até 21.12.2012! E olho vivo no céu, vai que um OVNI apareça!

Alto Paraíso, Chapada dos Veadeiros – Goiás

Nova Xavantina, Serra do Roncador – Mato Grosso

Arraial do Sana, Serra dos Órgãos – Rio de Janeiro

São Tomé das Letras, Minas Gerais

São Félix, Jalapão – Tocantins

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Posted by: Chris Bicalho