
É tanta coisa ao mesmo tempo agora que já não damos mais conta do que é da nossa conta. O mundo gira cada vez mais rápido e quem não estiver na roda dança. Na ciranda global só brinca quem não brinca em serviço, só ganha quem não perde a vez de ver e viver as novidades que “popam” a toda hora, o dia inteiro, lá e cá, em Mumbai, Shanghai e por aí vai. A cada segundo nasce um hotel, renasce um velho bar, se ergue um museu, se abre uma galeria, um restaurante é fechado, um club enterrado…
* Na foto acima, o restaurante/club Circus, em Londres.

A lição número 1 do século 21? Saber onde estão, como são, quando ir e principalmente quem vai para onde. Informação na cabeça, blackberry na mão, contatos imediatos nas principais cidades do mundo e, tcharan!, a descoberta: conteúdo é a moeda de troca da nova década. Vale ouro? Vale mais, pode apostar. Generosos daqueles que ainda contam seus segredinhos mundanos for nothing.
Por ora, ainda divido os meus. Deve ser romantismo meu, sei lá. Acho que ficou algo do século passado na minha vida. É bom, é vintage. Nem tudo precisa ser contemporâneo o tempo todo, afinal. Tenho aqui algumas novidades que mal saíram do forno, endereços quentes ao redor do globo que merecem um minuto de sua atenção. Para, quem sabe, te fazer mudar de direção.
* Na foto acima, restaurante Tote on the Turf, em Mumbai.
Galeria Studio Job, Antuérpia – Espaço camaleônico, um dia sala de exposição e noutro flagship store. Ideia de belga, só podia ser. Por ali, já passaram trabalhos dos artistas plásticos Nynke Tynagel e Job Smeets e showroom da dupla holandesa Viktor & Rolf.

Lucien Pellat-Finet, Osaka – Olha que máximo a lojinha nova do rei do cashmere. Mais do que em qualquer outro lugar do mundo, Pellat-Finet é febre Japão. E escolheu Osaka para abrir sua concept-store que mais parece uma colméia de abelhas. Projeto cool & ecofriendly de Kengo Kuma.

Mansion Algodón, Buenos Aires – Mira tu mais um hotel-boutique inaugurado em solo portenho. A turma está a mil anos-luz de nós, inaugurando ótimos endereços a preços melhores ainda para quem chega. E não para de chegar gente em BsAs, de longe a mais animada e cosmopolita cidade do Hemisfério Sul. O Algodón fica na Recoleta (já cansamos um pouquinho de Palermo, né?), num casarão de 1912. Detalhe: butlers 24 por dia. O resto não interessa.

Aroma of Shadow, Taiwan – Jardin d’Aura parece nome de condomínio em Moema, mas trata-se (e guarde esse nome) do maior artisan fragrance & oil maker do momento – no Oriente, que fique claro. Sua primeira loja, pena, fica em Kaohsiung, longe até mesmo de Taipei, que já é longe. Mas enfim, já já seus perfumes e óleos essenciais chegam aos mercados ocidentais. Por ora, dá uma olhada no display criado por ele. São pódios de madeira, uma coisa meio Mondrian. O troféu? Suas criações, claro.

Darkroom, Londres – Isso sim é concept store, o resto é multimarca. Pelas araras e balcões do Darkroom, um mix insólito de roupas, tecidos e objetos de decoração. Até aí tudo bem, já vimos esse ‘conceito’ em outras lojas conceito. O diferente aqui é que as peças podem tanto ser usadas no corpo como penduradas na parede. Maxijoias e panos, por exemplo, são vendidas como fashion ou interior design. Deu pra entender?

Hotel Cristal, Paris – Na pior das hipóteses você há de concordar que se trata de uma proposta. Um hotel cheio de proposta, aliás. Capaz de causar labirintite em seus hóspeedes dada a verve um pouco, como dizer, tortuosa de suas paredes e móveis. Mas tem feito um certo sucesso, até porque para os padrões parisienses de estilo e tamanho de quarto até que este aí é um bom respiro.