GOD SAVE THE QUEEN
Fashionistas, atenção redobrada ao desembarcar em Londres. Look left, look right e vamos que vamos até a Saatchi Gallery, que abriu na última quarta-feira imperdível exposição de fotografias de Kate Moss por Mario Testino. “Kate Who?” mostra o lado mais pessoal da supertop, com imagens não apenas de campanhas, mas de sua rotina, louca e solitária, familiar e perdulária – retrato de uma cultura very british, afinal Kate é subproduto dela e a cara da Inglaterra de hoje.
E ninguém melhor que Testino para registrar, com a lente da verdade, o mundo interior de Kate. Amigo e confidente, sua relação com a musa já foi comparada com as histórias entre Irving Penn e Lisa Fonsagrives ou Jean Shrimpton e David Bailey, mas neste caso não se trata de uma história de amor convencional. Com a palavra, Mario: “Kate representa o tipo máximo de mulher, um ícone do nosso tempo. Não é só uma imagem de beleza, mas um estilo de vida, uma atitude. Ela transcende a noção da modelo que adota um look ou um estilo de cabelo. Ela representa um mundo, todo um modo de ser, de viver, num momento em que tudo se comunica à escala mundial e sem restrições”.
Esta é a segunda retrospectiva de uma modelo já realizada na história. A primeira? Twiggy, for sure. E se Kate é hoje tudo aquilo que Twiggy foi na década de 60, nada mais justo que homenageá-la com uma mostra digna de museu. A exposição coincide com o lançamento de “Kate Moss by Mario Testino”, livro de edição limitadíssima com seleção de fotos de Kate tiradas por ele. São 100 imagens inéditas em P&B, dos backstages do mundo couture a uma simples parada numa apagada lanchonete de fish and chips de Croydon – mas que se enche de luz com a presença de Kate, a mulher que vale por mil flashes. Delícia de expo. Must go. Em cartaz até fim de agosto.











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