Chris Bicalho
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TAG ME, BABE

30 ABR
05:03 PM

SHANGHAI SÉCULO 23

Começa amanhã a Expo Shanghai 2010. Durante 184 dias, o mundo (mais uma vez) vai voltar suas atenções para a China e observar o que a próxima potência number 1 preparou para este encontro universal, que vai discutir propostas para enfrentar a crise ambiental.

Políticas à parte – até porque as “chefias” de estado nunca chegam a lugar nenhum mesmo, vide Copenhagen –, o barato de estar in loco é ver de perto o que cada um dos 190 países aprontou em seus pavilhões, um mais hi tech que o outro.


No ar, muito mais que uma grande “bienal” de arquitetura, mas um seriíssimo jogo de poder e, claro, fogueira de vaidades das nações participantes: afinal, quem é mais contemporâneo? Quem vai ditar o futuro? Quem vai entrar para a história? Logo de cara, a resposta: China. De longe, literalmente, o pavilhão mais engenhoso. Gigantesca versão post-modern de um estilo de construção de dois mil anos atrás, ele reina vermelho e absoluto entre todos os outros.


Mas se engana quem pensou que os concorrentes deixariam a desejar, muito pelo contrário. Reino Unido e Espanha, por exemplo, projetaram belíssimos pavilhões, talvez os que mais combinam modernidade e genialidade. Os ingleses ergueram o seu com 60 mil varas de acrílico numa obra que mais parece um ouriço do mar, repare na foto aí de cima.

Já os espanhóis revisitaram as tortuosidades de Frank Gehry – que de castellano não tem nada, mas que projetou o Gugg de Bilbao – e esculpiram sua “tienda” utilizando apenas vime, material 100% made in Spain. O resultado, na imagem acima, ficou a cara deles: surreal e bem humorado.


Se do lado de fora a visão dos pavilhões já é incrível, por dentro é indescritível. Cada país levou para Shanghai o melhor de sua terra, seus símbolos e ritos, personagens e paisagens. No pavilhão da França, por exemplo, o visitante vai até Paris sem sair do lugar: os cheiros dos perfumes, da cozinha e até as águas das fontes da capital francesa serão transportadas para o interior da “cave” futurista armada pelos franceses. E o nosso pavilhão? Está fofo! Todo trançado, foi inspirado no artesanato e na diversidade de culturas e raças. E tem Paulo Coelho de embaixador. Tudo a ver?

Então estamos combinados: Shanghai é o nosso próximo shangri-lá. Preparei uma lista com os melhores hotéis, restaurantes, bares, cafés e lojas da cidade. Vamos?

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Posted by: Chris Bicalho
28 ABR
05:57 PM

NY NEXT BOOM

O mais incrível de estar em Nova York na primavera é descobrir as novidades que prometem virar tendência no verão. E como sempre, Manhattan ferve com endereços fresquíssimos, ainda discretos, segredo de insiders, mas que aos poucos começam a entrar no roteiro da cidade, para o bem ou para o mal, that never sleeps. E ai de quem morre de sono depois do jantar. Nada de brandy, o digestivo é dançar – ou você é do tipo que encerra a noite no horário de Martha Stewart?


A “esticadinha” da vez é o super yuppie Tenjune, o club sensação do Meatpacking (26 Little West 12th St). E para lá que a turma voa depois de renovar a fé nos flashes no Boom Boom Room que, apesar de não ser nenhuma descoberta, ainda prepara o melhor dirty dry da Costa Leste.


Claro que a door é implacável, existe um ‘face control’ bastante rígido e aquela fila na porta – ou seja, chegar na cara e na coragem, com olhar de quem foi multado no farol enquanto falava no celular, é pedir para amargar uns bons minutos no lado de fora. Como evitar? Fique por dentro.

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Posted by: Chris Bicalho
27 ABR
06:06 PM

MARQUE ESSA

Na onda de “reshape” do setor hoteleiro, quando se discute o limite entre o conforto e o despropósito, a simplicidade e a personalidade, o exagero e o excesso de conceito, Nova York outra vez larga na frente e ressuscita mais um cinco estrelas do século passado com toques de new age.

No ponto G do Upper East, nas esquinas da 77th com a Madison, The Mark (themarkhotel.com) vem atraindo uma turma animada para seus domínios, completamente restaurados pelo decorador francês Jacques Grange (o preferido de Valentino e Caroline de Mônaco), que injetou elementos ultracontemporênos partout, do lobby aos apartamentos.


Contraste radical de antiques com ‘modernites’ – da fachada do edifício, original desde 1927, à entrada toda em optical, gráfica até o último grito –, é o leit motif da nova fase do hotel, que entra de vez nos guias mais exigentes do planeta cool.


“Estilo francês, serviço inglês e conforto americano” é o que reza a cartilha do Mark, que apesar das mudanças a olho nu, de sua ‘inclusão social’ no terceiro milênio, mantém firme e forte sua identidade octogenária, a de um senhor hotel distinto e elegante, que ainda preza por alguns costumes à moda antiga – como a de reservar para os hóspedes sempre as melhores mesas de seu restaurante, by Jean-Georges, ou preparar nosso drink favorito depois de perguntar: “o de sempre, senhor?”. Caprichos dos velhos tempos que nunca estiveram tão atuais.

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Posted by: Chris Bicalho
20 ABR
09:13 PM

ORIENTE-SE

Já que os aeroportos na Europa estão sem teto, e com isso meio mundo parado, fico eu aqui, meio sem chão, pensando nas viagens que fiz e, principalmente, nas que ainda quero fazer – caso nenhum vulcão com nome que mais parece um código de reserva resolva botar suas lavinhas pra fora. Uma que está na minha lista de espera é Beirute.


E a hora é essa, em primavera plena, quando os ventos do Mediterrâneo sopram para o deserto, aliviando a vida dos libaneses e trazendo novos ares para sua capital, que um dia já foi chamada de a Paris do Oriente. Pois é, a influência francesa perfuma a antiga Beirute, hoje reconstruída depois de inúmeros bombardeios, e faz um lindo mix com a nova cidade que nasce, moderníssima e easygoing; um canteiro de obras maravilhosas que estão por vir, projetos faraônicos assinados por grandes nomes da arquitetura contemporânea (como o Culture Bazaar na maquete abaixo, assinado pelos rapazes dinamarqueses da JAJA Architects e que deve ser inaugurado em meados do ano que vem) levar Beirute para o futuro.


E partout um frenesi delicioso de cafés, bistrôs, hotéis, restôs, e a jeneusse dorée mais chique do Middle East fazendo a noite mais trepidante de toda a região (a turma de Istambul que me perdoe). Os clubs são super concorridos, com inusitada mélange de celebs de Hollywood com a realeza europeia dançando com as sherazades e sheiks de ocasião. Tudo em paz. E por que? Beirute é o hot spot do momento, para onde vão, assim que a poeira do Eyjafjallajkul (quem?) baixar, os globetrotters mais animados do circuito. E então, vamos? Por mim, o embarque é imediato.


Mas tem o tal do vulcão, que a uma hora dessas ainda deve estar rindo da gente, cantando “aquela nuvem que passa lá em cima sou eu…” E eu, aqui embaixo, à espera de um sinal dos céus, preparei um guia definitivo de Beirute, com as melhores dicas de onde ficar (olha aí em cima penthouse do Le Gray), comer, sair, o que ver e comprar. Claro que em ótima parceria, com as libanesas mais espertas do pedaço. Está na mão, para dividirmos mais essa experiência divina. Então, malas prontas? Te encontro no Kashmeer para um drink.

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Posted by: Chris Bicalho