ISRAEL, VERSÍCULO 21
Falamos aqui, não faz muito tempo, da febre contemporânea que contagiou Jerusalém e os arredores de Tel Aviv, outrora enterrados com a modernização da cidade mais ocidental do Middle East. E para quebrar o gelo de seu skyline ecumênico, para colorir sua paisagem cor de areia e atrair peregrinos que acreditam no poder do design, bairros de Jaffa pularam do Êxodo para o Novo Testamento e entraram, com força total, no século 21.
Depois do hype (merecidíssimo) em torno do Mamilla Hotel, recém-inaugurado em Jerusalém, a novidade em Israel é o Neve Tzedek Hotel, mais low profile que a concorrente, mas sem cumprir à risca os dez mandamentos de um high-end: spa com terapias holísticas, décor levinho (para aliviar a vista, cansada de tanta antiguidade nas ruas), gastronomia com ingredientes locais + orgânicos e um restaurante de alta voltagem: o menu assinado pelo chef Oren Yerushalmi, o Alex Atala versão kasher, oferece ótima sugestões da cozinha mediterrânea-israeli, pratos a base de ovelhas, cabritos e, para não se perder no cardápio, o bom e velho falafel.
São apenas cinco quartos, todos em estilo boho-chic com pecinhas garimpadas em flea-markets, e a hospitalidade é aquela clássica, de mãe judia. Comidinha deliciosa, mimos 24 horas, conversa boa, comidinha deliciosa de novo, mais mimos, mais comidinhas e mais mimos. Must go imediato, ainda mais agora que Tel Aviv vai bombar com seu novíssimo International Arts Festival. Vem que tem.









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